Uma Última Carambola

Éramos eu, você e meu saco de carambolas. A noite começava a dar sinais de ida e eu só sabia suspirar. Nada que o gosto da fruta, doce, muito doce, não resolva.

Não sei escrever, não sei falar, mas tomo muito gosto. As flores do lácio são belas demais para apenas ouvi-las e ignorá-las. Só que não tenho regras, conformismos ou maneiras, escrevo assim, meio com medo, meio com firmeza. Não sou seguro e nem tento colocar isso nas minhas letras miúdas. Falo errado e escrevo assim também, às vezes o "s" vai ao lugar do "z" e vice e versa, mas minha paixão pelo "a" ou "b" e todas as outras até o "z" não acaba no erro. Sou cara-de-pau mesmo!

Meus parágrafos não dizem muito, minhas frases não convencem e minhas palavras são desconexas, sílaba à sílaba. Não escrevo pra agradar, ganhar dinheiro e nem pra conquistar. Um áspero Romântico metido a louco, inconsequente que tem às mãos teclas, caneta, lápis e papel e um monte de desventuras e erros pra anotar.

O Trapézio, as rimas e os malabares são todos tristes. Meu egoísmo supera todas as formas de amor e meu amigo palhaço me ensina a amar tudo novamente, é um ciclo. No circo só sabe ser feliz quem chora por tristeza, quem sofre por amor ou quem decide comer as carambolas. Tudo começa e acaba numa floricultura...



Escrito por Theu às 23h09
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"AI PALAVRAS, AI, PALAVRAS/QUE ESTRANHA POTÊNCIA A VOSSA!"

Essa é minha forma de dizer “te amo!”

                Dizer “te amo” sem ter a vergonha de olhar no dicionário, atenuar no ímpeto sem constrangimento, afogar nas fornalhas incandescentes todos os nervos que nas veias pulsam.

                Ah coração! Vagueia pelas belas campinas, mas volta pro teu lar. Volta!

                Amo sem vergonha e enamoro-me na mesma proporção que admito que não saiba escrever. Belas, exaustas e cansativas redenções amorosas; são todas palavras. Todas. Amo-vos, letras minhas. São tão minhas que saem de onde pedem, não há prenuncio.

                Olha as flores, as nuvens, a lua e por fim o vento... Todos eles falam! Falam pelas mãos arguciosas do poeta, pelo corpo inquieto do ator, pela voz gritante do musico e pela genialidade do palhaço! Esses sim falam!

               

(Um instante de silêncio, falou-se demais).

 

                Continuarei consultando o meu velho dicionário, dando as pausas pro cigarro, abanando a fumaça, tomando leite com Nescau, indo pro portão chorar, rindo, falando... E mais ainda: palavrearei o resto de minha vida esperando de todos uma palavreação melhor. Não! Não é falar bonito, escrever bonito, ter vergonha de errar! É exatamente o oposto: seja onde for, como for, apenas seja.

                Quanto às perguntas, eu escrevo aqui, ou onde for, porque essa é minha forma de dizer “te amo!”

 



Escrito por Theu às 23h11
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Soluço10oito

Os suspiros são mais freqüentes, o soluço tem apenas quem merece. Esse é meu testamento, deixo para cada um o que de mim desde sempre o pertenceu. Faça por onde.

 

            Aos meus amigos:

Deixo-os livres para escolherem de mim um dos meus sentidos após minha morte. A visão que me guia por onde o frustrado coração manda; o tato que toca a beleza e a dor do mundo; o olfato que sente o cheiro de desgraça e o aroma do mais doce perfume; o paladar de degustar o que é bom e o que provoca vômito; a audição pra ouvir o samba das alcovas e o rock das avenidas.

Amigos, façam uso consciente do que de mim sempre os pertenceu. Usem com clareza, pois meus sentidos sempre foram seus. De cada tomo um pouco. Agora só devolvo.

 

            Pro meu irmão mais velho:

Tudo seu.

De mim terá todo amor que procurar. Sempre o teve. Meu grito ofuscado. A música que é sua, assim continua. Se até a ocasião da minha morte a tecnologia estiver evoluída o bastante, pra tirar de mim algumas lembranças, que tirem as suas e as entreguem ao destino que você escolher. Deixo a você o abraço sonhado, as poesias trocadas e as lagrimas choradas...

Amo-te.

 

            Para Dora, rainha do frevo e do maracatu:

Nessa parte ficam todas as minhas loucuras, de amor ou não. Nada mais digno pra ti do que toda minha falta de razão. Toma meu fascínio, que é seu também mulher! Sua lira e graça, sua demência que em mim ficou, seu amor que de mim tirou.

Te amo.

 

            Pra ti, Menina da Lua:

Ah, você. Que desperta o frio do vento, que reflete a luz e calor do Sol, que levita sobre o mar. De mim leva a certeza da ventania e a inconstância da luz do luar. Leva todas as minhas letras e finge que são todas belas. Leva minha boca amarga e finge que é doce. Leva-me. Leva meu amor, leva...

 

            Para o meu amor:

Minhas brigas e armações, meu sotaque estranho e a fala enrolada, minha mente destrutiva e minhas mãos amarradas. Leva tudo com gosto. Fica com a certeza de que me faz bem, com as letrinhas miúdas e asteriscos embaixo das promoções, com o quente dos meus abraços, fica comigo.

 

            Praquela amiga escrivante:

Camões iria gostar de te conhecer.

Fica com todos os prazeres que são meus. Faça bom uso e desuso minha ídola.

 

Comentários finais:

  1. Os confio não só os únicos bens que tenho, mas toda minha vida. Usem com sabedoria.
  2. Amo-vos com toda força e certeza que um homem poderia ter. Assumo os riscos e as conseqüências.
  3. Fiquem livres para usufruir de meus/seus pertences enquanto eu ainda vivo. Vocês me fazem viver.
  4. O que de mim sobrar, dê aos cães.


Escrito por Theu às 22h54
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Egosamba

Meu samba é egoísta, só fala de mim. Mas dentro de mim tem tanta gente.

            Meu samba é vadio, não acorda cedo, mas é doce pra ser entregar. É responsável, atinge todos os timbres necessários, mas rasga todo ouvido que é velho demais. Tapa os olhos, abre a mente. Jamais faz a mala. É incompetente e não dança, compete e faz grandeza, ri e nunca debocha.

            Meu samba não é enredo, é mais canção. Faz música consigo mesmo. Vai à gafieira, entrega um bordão. Não diz nada de difícil, porém, não se entrega à facilidade. É de amor e de ódio. Faz guerra pra que haja paz.

            Meu samba é paciente, é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

            Meu samba jamais passará...

            Meu samba é de uma nota só.  Minha nota é de um amor. Meu amor é somente um samba.

 Maria Rita - Samba Meu



Escrito por Theu às 22h52
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Meu ópio, meu vício, meu sócio

            Se os seres fossem música, acho que seria daquele agudo. Um barulho que não cessa e irrita. Soando no mesmo compasso de uma gota caindo por toda a eternidade. Fecha agora os olhos e ouve, me ouve.

            Um subproduto do subúrbio sob sombra sem água fresca. Quero somente ser mais humano. Não tenho vontade de viver como acham que é certo ser humano. Rindo das mesmas piadas de humor negro, assistindo os mesmos programas de TV, achando graça nos maiores gestos de humilhação. Sim HUMILHAÇÃO.

            Não quero entrar em nenhum movimento, nem tentar me destacar do que dizem ser sociedade. Quero a cada dia ser mais humano. Viver da delícia de sentir que sou ‘eu’, que sou ‘tu’ e também sou ‘nós’.

            Não sou múltiplo em capacidades. Não sei inglês, a matemática não gosta de mim e não me dou muito bem com estudos. Chego a me sentir mal de tão ruim que sou. Mas fico feliz em saber que tem gente melhor que eu, assim posso aprender. Infeliz fico mesmo em saber que não existe gente disposta a ser humano também...

            É mais fácil ser bicho, se esconder atrás de garras pontudas e afiadas. Eu sempre gostei muito do difícil, ele me fascina. Não quero ser animal. Se não for pra ser humano, serei música.

            Se os seres fossem humanos, minha música seria um berro.



Escrito por Theu às 11h38
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Novo Layout!



Escrito por Theu às 00h00
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O segundo espetáculo de suspiros

          Esses suspiros têm sido sempre redundantes. Aqui jaz mais outro... Que vá pra vida a fora, quem for criança o suficiente pra aproveitá-la. Um passo é sair de casa, gritar, rodar sem rumo, andar descalço. Um suspiro é brincar de mágico, quando não se tem coelhos, ou de palhaço, quando não se tem graça.

          Entende? A relação está na falta de nexo do desejo, com o concreto do beijo. Tudo muito lúdico, feito circo ou ciranda. Se o palhaço tivesse que deixar a profissão pra ser presidente dos EUA ou ator de novela, escolheria estar desempregado.

          Minha vida de palhaço é pra procurar o nariz. Vivo a procurar um pedaço de mim que talvez esteja tão bem escondido, que nunca acharei. Sem parte vital, artista não dá cambalhota e nem faz rir. A criança já é mais sobrenatural, borda e transborda sem rodeios.

          Onde ajudar alguém é sobrenatural, o suficiente pra causar espanto, amar é sobre-humano a ponto de causar receio. Em casa de palhaço, o espeto é tristeza.

          Bem vindo ao saliente mundo do circo e da pouca vergonha! Respire um pouco mais da poesia e prosa desse palhaço que só sabe suspirar...



Escrito por Theu às 21h02
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Um último parágrafo

             Oi, eu sou o Matheus, bebo, fumo e não tenho dinheiro. Estou prestes a parecer 'adulto' pra uma cambada de gente e costumo chatear as pessoas de vez em quando. Não tenho pai e a vida não foi generosa com minha mãe, a vida não costuma ser generosa comigo também. Parei de estudar por um tempo, pra colocar a cabeça no lugar. Tomei um porre ontem, mas não fiz vômito. Gosto de verde limão e minha irmã me irrita quando quer fuçar o PC. Moro com mais quatro pessoas na mesma casa e tenho a impressão que moro no inferno. Amo a minha avó. Gosto de ler, ouvir música, de carinho, bons cheiros ou qualquer outra coisa que me agrade. Não gosto de mim, só de mim. Não mijo na rua, não piso na grama e não jogo lixo no chão. Quando tenho dor de cabeça tomo remédio barato e a dor não passa enquanto não me esqueço dela. Finjo que toco violão e me atrevo a escrever umas coisas profundas que parecem bonitas. Tenho medo de baratas, da morte, de mortos, de deixar de ser amado, de deixar de amar, de bandidos e da minha mãe. Tenho uma família grande, mas eles não olham pra mim, e eu não olho pra eles. Quando alguém sorri pra mim, sorrio e finjo que sou feliz. Amo meus amigos e eles também me amam. Namoro e choro quando corto cebolas. Choro todos os dias e no dia 23 choro mais que o normal. O maior amor do mundo é o meu e vivo sem ar há algum tempo.



Escrito por Theu às 11h04
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'Qualquer coisa' breve

            Quero qualquer coisa que seja assim, "coloridinha". Que me agrade. Tentar conseguir um pouco de paz não é erro, mas me faz mal. Tava pensando outro dia, como deve ser o seu olhar no meu... Fixar nele é certamente uma viagem, ir e não voltar mais.

            Quero qualquer cheiro que me remeta infância e me faça esquecer a parte ruim dela. Qualquer dose que seja alcoólica, forte e desça roendo minha garganta. Qualquer coisa que me tire do tédio e da tristeza.

            Se "qualquer coisa" fosse você, estaria satisfeito.



Escrito por Theu às 11h47
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Me deseja, morde a alma e guarda segredo

            Sempre que começo a escrever ouço música. É bom, sacode a alma, acorda a inspiração e me faz ser música. Se eu não pudesse ouvir nenhum som, o que seria de mim?

            Eu tenho a inspiração, me falta acordá-la. Meu mundinho miúdo me sugere coisas, me obriga a escrever outras e até me conta segredos. Do "tamanico" do meu universozinho particular, são também os meus medos. Quando quiser prender minha atenção, me conta historias okay? São ótimas, rio de algumas, choro em outras, mas o melhor delas é que podem diminuir meu mísero universo.

            Escrever é meio complexo, sei lá. Pegar borboletas é mais fácil. Não tenho relva florescida, quanto menos insetinhos coloridos e alados, então eu pego o papel e bordo umas coisas. É minha segunda opção. Salve! Nessa questão ainda tenho opções...

            Bordar algumas palavras é quase tão bom quanto ter contato. Ou toca ou não toca! Prefiro tocar. Escrevo pra não precisar gritar. Se gritasse seria taxado de doido. Não que tenha medo das palavras de algum imbecil, mas é melhor evitá-las. Assim o imbecil não perde a oportunidade de ficar calado e eu continuo feliz.

            Eu não sou nada. Escrevo pra tentar me confundir com as palavras e me tornar quem sabe uma letrinha.



Escrito por Theu às 11h53
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Mulheres fumam Free, homens fumam Hollywood

 

Liberdade não é obediência, é poder de escolha. É escolher entre o que é bom e o que também o é.

            Entre os limites da existência, há preenchimento. Pergunto-me com constância de que me faço, o que me ocupa. A resposta não me surpreende e muito menos me satisfaz.

            Minha pessoa é feita de vida diária, de encontros, desencontros, afetos, desafetos, atos e sonhos. Tudo isso é rotina. Eu luto contra o que me é comum a todo instante e num instante descubro que o que me compõe é exatamente tudo que vivo.

            Existe ainda a fé, no ser, que ao ligar a TV se escutará algo diferente que "que tipo de brinquedos dar ao seu filho no natal" ou "crime brutal na capital". Isso é vício é usura. Ao mesmo tempo em que vivo, quero aprender a amar a rotina. Só serei feito de "eu mesmo", quando me encontrar no que me é comum.

            Queria mesmo que fosse comum amar. Mas assim não pode ser. Quando amor vira formalidade, deixa de ser amor e passa a ser banalidade.

            Existir é encarar a possibilidade de ter sempre as mesmas possibilidades, ou de não tê-las nunca. Eu não existo, e ainda, infelizmente, prefiro não existir. Quero um dia ser e deixar de pensar em fazer.

            Mulheres fumam Free quando querem e homens fumam Hollywood por sua sorte.



Escrito por Theu às 14h40
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Amigos mais que ocultos

 Tenho saudade dos presentes. Não é em tudo que sou frio e sem sabor, eu sou humano.

O passado era bom, foi futuro um dia. O futuro repete o passado.

Feliz Natal, em chamas de hipocrisia. Em cortinas de teatro magnífico. Isso, batam palmas! Quem será o amigo oculto?

'O meu amigo oculto é: aquele que mais falo mal ao telefone, que detesto e invento coisas, rogo pragas e o chamo de mentiroso'. Toma meu amigo, com todo carinho esse lindo 'presente', é de coração.

Feliz hipocrisia a vocês, farsantes. Meu Natal é outro. A festa que deveria ser externa, agora é pessoal. Mista-se com uma camada extensa de tristeza, mas não deixa de ser festa.

Meu amigo oculto sou sempre eu. Não existe a possibilidade de não saber que presente dar. Não existem parentes bêbados para cantar alto, ou até mesmo aproveitar a deixa e falar mal de alguém. A oração depois da ceia não dura horas, existe apenas uma intenção. Não se gasta frutas, já que não há nenhuma exposta só para olhares alheios.

Não sou meu melhor companheiro, mas o único que me resta.

 

Com doces lembranças de vovô João.



Escrito por Theu às 11h27
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Olho pra estrelas e fico cego

 

Verdade é conclusão.

Eu que nunca andei pelos quatro cantos do mundo, viajo pelas ruas de uma capital. O que enxergo é análise do que olhos cansados de miséria enxergam. O que penso é notavelmente o que um dia foi realidade, ou ainda será.

A esmola na mão, os dedos calejados, os pés descalços, as Marias Ninguém e os Zé sem Braço. A buzina, o berro, a morte.

Eu que me prendo no quarto, vejo que há um mundo também pouco distante dele. A hipocrisia também é verbo, é insistente. Há mistura de veneno e dor, com guerras de Alexandre e ainda com os sons de Elis.

Me prende, me ouve e me faça carinho. O anel que me deram, não era de vidro, não se quebrou. Eu quero é mais, anseio por isso. Quero rodas de samba, copos de cerveja, violões afinados, vozes doces. Quero um barzinho, cadeira de descanso, casa de baile.

Certeza é burrice.



Escrito por Theu às 23h17
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Resenhas do 'fim' de um eterno infinito I

Quando sempre vivo o “sempre” morro por não vive-lo com intensidade. Eu quero todas as sortes, sorte de infinito, sorte de beira-mar.

Abanar os leques atirar-se ao vento. Voar. O movimento do ar sempre diz que sim, e o tempo, diz que “sempre” não. Sempre não, por que cansa. Eu quero a recepção em estrelas douradas que quando chego perto ficam cinzas, de tanta infelicidade.

Abro a boca, berro, ponho a mão na goela. Tentativa de tirar da garganta o que o “sempre” prometeu, mas ficou lá. Cerro os dentes e aperto-os como se fossem os culpados. O “sempre” promete o impossível, mas nunca cumpre.

Eu sempre estarei aqui. Prefiro mesmo assim continuar de mãos dadas com o infinito, do que confiar no limitado.



Escrito por Theu às 13h24
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Quantos acordes 'amais'?

É quente demais. É interessante quando você se emociona tanto, e acaba que por sentir na pele o que deveria ser só emocional.

Procurei saber hoje por que o coração. Por que é ele, um músculo, que representa tão bem o sentimento? Sem muito pesquisar, achei a resposta.

Não. Não me custou pesquisar no “Google”. Acredito que o corpo humano é uma fonte de pesquisa muito mais argucioso e eficaz que qualquer outra. Foi aqui, em meu corpo físico, que descobri a resposta.

Quando a saudade aqui bate, na mesma cadência que o músculo cardíaco, coração fica apertado. O “tum tum” acelera o ritmo.

A saudade é quando você ouve em toda melodia, o coração. Ele fala, grita. Contorce de dor. É fato que a ciência não explica, e creio eu que nunca explicará.

O ser humano é tão irracional que não manda em si próprio. A voz de comando vem do tal órgão. Que além de comandar o som do corpo, comanda o som da emoção.

Orquestre, comande, coloque nos tons.

“Se pudesse colocaria tudo numa garrafa, e beberia de uma vez”.

 

Citação de Cazuza.



Escrito por Theu às 13h22
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